sábado, 24 de junho de 2017

Mais duas mortes envolvendo motocicletas


A cidade de Parauapebas registrou nesta quinta-feira (22) mais duas mortes por atropelamento no trânsito da cidade. As vítimas são a mulher Eliziene Silva dos Santos, de 25 anos, que foi atingida pela manhã por uma caminhonete quando ela seguia em uma motocicleta, e Edivaldo Trindade de Assunção, de 33 anos, que colidiu a motocicleta que pilotava com um poste na Rodovia PA 160, por volta das 23 horas.

O acidente que levou à morte Eliziene Silva aconteceu por volta das 7h30 na rotatória de acesso ao Bairro Amazonas, onde a vítima morava. Eliziene chegou a ser socorrida e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Bairro Cidade Jardim, mas já chegou sem vida.

Segundo parentes, a mulher tinha ido deixar a filha na escola e no retorno passou em uma padaria e estava seguindo para casa, sem capacete, quando aconteceu o acidente, sofrendo traumatismo craniano.

Já Edivaldo Trindade chocou a moto com um poste nas proximidades do Residencial Alto Bonito, bateu a cabeça e esta partiu a caixa craniana e parte da massa encefálica ficou espalhada na pista.

A mulher do piloto da moto, Maria Elenir Silva Sousa, de 32 anos, que era transportada na garupa e ficou gravemente ferida, foi socorrida e levada para o Hospital Geral de Parauapebas (HGP), onde ficou internada. (Vela Preta / Waldyr Silva)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Parauapebas registra três homicídios na madrugada de sábado



O município de Parauapebas foi palco na madrugada deste sábado (3) de mais três homicídios. As vítimas são Leonardo Henrique Gama de Moura, de 24 anos; Antônio Neto Afonso Pantoja, 32 anos; e Paulo José Costa Gomes, 40 anos.

O corpo de Paulo José foi encontrado, até então sem identificação, a cerca de dois quilômetros de um viaduto da Estrada de Ferro Carajás, nas proximidades de Palmares Sul. A vítima só foi identificada porque um irmão dela viu fotos da motocicleta publicadas em rede social e foi até a delegacia saber o que tinha acontecido.

Pelos primeiros levantamentos feitos no local do crime, de acordo com o delegado José Euclides Aquino, tudo indica que Paulo José foi levado até o local onde foi executado, já que a moto dele foi encontrada em outra área em perfeito estado.

Duplo homicídio
Leonardo Henrique e Antônio Pantoja foram alvejados a tiros por volta de 2 horas da madrugada de sábado (3), às margens da Estrada Faruk Salmen, a poucos metros da delegacia de Polícia Civil, no Bairro Jardim Canadá. Leonardo morreu no local e Antônio ainda foi encaminhado ao Hospital Municipal, mas veio a óbito pouco tempo depois.

O barulho dos tiros alertou a equipe de plantão na 20ª Seccional Urbana, que imediatamente foi até o local para ver o que estava acontecendo. Segundo o delegado José Euclides, que estava no plantão, ao chegar ao local ele avistou uma motocicleta caída no canteiro central da estrada e Antônio Pantoja ainda com vida. Minutos depois, a equipe policial localizou Leonardo Henrique morto dentro de um matagal com capacete na cabeça.

Os policiais acionaram o resgate, mas a ambulância estava em outra missão. Para tentar salvar a vida da vítima, a viatura da Polícia Militar levou o rapaz para o hospital.

"Esperamos identificar e prender o mais rápido possível o autor ou autores do crime", adianta José Aquino, acrescentando que nos levantamentos feitos até agora não consta no sistema se Antônio Pantoja e Leonardo Henrique tenham passagem pela polícia em Parauapebas. (Vela Preta / Waldyr Silva)

domingo, 4 de junho de 2017

‘Monstro de Curionópolis’ deve ser transferido de São Paulo para Belém

Deve ser recambiado nos próximos dias para o Pará José Carlos Anjos dos Santos, de 38 anos, que assassinou a pauladas, na última segunda-feira (29), dois enteados, de nove e 12 anos de idade, em Curionópolis, e deixou gravemente feridas outra enteada, de seis anos, e a companheira dele, Adriana Matos Alves, de 28 anos, com quem ele vivia há quatro anos.

José Carlos se entregou à polícia, por volta de 18 horas da última quinta-feira (1º), na cidade de Mongaguá, na região litorânea de São Paulo.

Segundo o delegado Thiago Carneiro, responsável pelas investigações, como o crime foi de grande comoção, pela brutalidade que chocou a sociedade local, José Carlos não será recambiado para Curionópolis e nem para Parauapebas, mas, para Belém.

"Estamos discutindo isso, porque não há como trazê-lo para cá [Curionópolis] e nem para Parauapebas, porque não temos como garantir a segurança, já que agora ele está sob a responsabilidade do estado", explica o delegado.

Thiago Carneiro, que vem respondendo interinamente pela Delegacia de Curionópolis, informou durante coletiva com a imprensa, na manhã desta sexta-feira (2), que a polícia tinha rastreado todos os passos do acusado e já sabia que ele estava em São Paulo.

"Se ele não se entregasse, era questão de tempo prendê-lo", observa o delegado, destacando que José Carlos já estava com a prisão preventiva decretada pela Justiça.

De acordo ainda com a autoridade policial, José Carlos, que ficou conhecido como "Monstro de Curionópolis”, aparentemente premeditou o crime, pois, após cometer a carnificina, fugiu para Marabá, onde pegou um voo para São Paulo, indo se homiziar em casas de parentes.

O delegado destaca que no levantamento feito até agora não consta que o acusado já tenha passagens pela polícia, uma vez que uma das informações levantadas durante as investigações era que José Carlos tinha um homicídio na ficha dele, tendo assassinado o próprio irmão. “Isso não foi comprovado, mas vamos refazer esses levantamentos, pode haver porque falhas no sistema, para sabermos realmente quem é José Carlos”, observa o delegado, informado que foi levantado que o acusado é natural do Estado de Sergipe, de uma cidade chamada Maruim.

Thiago Carneiro reforça que tão logo ele chegue a solo paraense será interrogado para que diga o que motivou o crime bárbaro que cometeu. "Vamos ouvi-lo, para fechar o inquérito, e encaminhá-lo à Justiça, ressalta.

Comemoração
Assim que a notícia da prisão de José Carlos foi confirmada, parentes, amigos e populares revoltados com o crime saíram às ruas de Curionópolis para comemorar e gritar por justiça.

O crime causou grande comoção na cidade e muita gente se uniu à família das vítimas na luta por justiça. Cada informação sobre o paradeiro do "Monstro de Curionópolis" era checada e a confirmação da prisão dele no início da tarde de quinta-feira foi bastante comemorada, mas para os parentes e amigos esse é apenas um passo dado. Eles esperam que o acusado seja condenado e passe longos anos preso.

As outras duas vítimas de José Carlos continuam internadas no Hospital Regional de Marabá. Segundo parentes, Adriana iria ter alta da UTI na sexta-feira e a criança, de seis anos, também já estaria bem melhor e pode deixar a Unidade de Terapia Intensiva nos próximos dias.

Guarda dos filhos
Ainda visivelmente abatido, com semblante cansado, de quem pouco tem dormido, Maxione Silva Souza diz que já pensava em pedir a guarda dos filhos, porque o filho do meio, Carlos Alexandre, de nove anos, morto por José Carlos, já havia lhe contado que vinha sofrendo agressões físicas do padrasto.

"Eu já pensava em pedir a guarda dos meus filhos à Justiça, porque a mãe deles não queria deixá-los comigo. Nunca deixei faltar nada para eles, pagava a pensão e ajudava no que era preciso", ressalta Maxione Souza, acrescentando que ficou sem chão quando soube o que havia acontecido com as crianças e só acreditou quando foi até a casa onde eles moravam com mãe e o padrasto e viu a cena macabra.

Sobre a prisão do acusado, Maxione Souza diz que isso não vai trazer a vida dos filhos dele de volta, mas o criminoso vai pagar pela maldade que fez. "Quero que ele sinta a dor que meus filhos sentiram. Ele vai sofrer por cada lágrima derramada”, afirma Maxione, dizendo que José Carlos não é um homem, "é um bandido, um monstro". (Tina Santos / Waldyr Silva)